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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

S.O.S SAMU. Blumenau


Samu precisa de socorro

Serviço que atende no Vale do Itajaí precisa contratar e trocar ambulâncias

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Blumenau inspira cuidados. Mesmo com a vinda, este mês, de uma nova ambulância equipada com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outra para atender ocorrências mais simples, os problemas parecem não ter fim. Duas das três ambulâncias usadas em atendimentos básicos precisam ser trocadas porque estão com quilometragem alta. Outro problema é a falta de profissionais para trabalhar.

A expectativa de vida de uma ambulância é limitada pelo Ministério da Saúde em três anos de uso ou aos 300 mil quilômetros rodados. Conforme a coordenadora do serviço no Vale do Itajaí, Maria Beatriz Schmitt Silva, Blumenau tem uma ambulância desde 2006, quando o serviço foi implantado na região. Outra, desde 2008, após um acidente impossibilitar o uso da antiga. As duas ultrapassaram a quilometragem de troca. A unidade básica recebida este mês veio substituir uma terceira, que em abril foi aposentada porque não havia mais remédio para ela. A única ambulância realmente trocada pelo governo foi a equipada com UTI.

– Tivemos sorte. Ganhamos a nova ambulância na mesma semana em que a antiga foi condenada pelo mecânico. Se não fosse a troca, estaríamos sem UTI – afirma.

Outro problema que afeta a saúde do Samu é a falta de funcionários. Hoje, quem trabalha nas unidades básicas – motoristas-socorristas e técnicos em enfermagem – é contratado pelo município. Quem trabalha na central de regulação ou na unidade com UTI – médicos, enfermeiros e motoristas-socorristas –, entretanto, é contratado temporariamente pelo Estado. A contratação vale para um ano e pode ser renovada por mais um. Depois disso, por exigência de uma lei estadual, o profissional deve ficar por um ano afastado e prestar novo concurso.

Maria Beatriz explica que, pelo fato de o serviço ser temporário, há dificuldades para manter o quadro. Hoje, em Blumenau, dois médicos atuam a cada plantão. Eles ficam na central de regulação. Se a UTI precisa prestar atendimento, fica só um na central para orientar e avaliar os casos que chegam por telefone. O ideal seriam três médicos por plantão para que ao menos dois fiquem na central. Quanto aos motoristas-socorristas, há apenas um.

– Existem casos em que o médico do posto de saúde telefona para pedir uma UTI para encaminhar um paciente ao hospital e dizemos que oferecemos a ambulância, mas que ele tem que acompanhar o doente porque não temos médicos suficiente – conta Maria Beatriz.

A esperança da coordenadora para melhorar a vida útil do Samu é a criação de um Consórcio Estadual de Saúde. Haveria mais facilidade tanto para contratar funcionários quanto para fazer a manutenção das ambulâncias. A criação já foi aprovada pelo Estado. Agora, falta pelo menos duas Câmaras de Vereadores aprovarem a entrada no consórcio.

priscila.sell@santa.com.br

PRISCILA SELL
PRONTUÁRIO MÉDICO
Nome do paciente: Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu)
Idade: quatro anos
Endereço: Rua Almirante Tamandaré, 1.501, Vila Nova, junto ao 10º Batalhão de Polícia Militar de Blumenau
Sinais vitais: pressão alta e pulso irregular
Sintomas: Cansaço (duas das três ambulâncias básicas têm mais tempo de uso do que o recomendado pelo Ministério da Saúde), sobrecarga (são 17 médicos, 10 a menos do que o ideal, e há apenas um motorista-socorrista para a ambulância com UTI, quando o certo seriam quatro) e tempo perdido com os trotes que correspondem a 15% das ligações diárias
Problema pré-existente: desorientação (a equipe de saúde atende, em média, 250 ligações diárias, sendo que 60% delas se resolvem com orientações do médico por telefone)
Diagnóstico: precisa aumentar o quadro de funcionários e receber novas ambulâncias. De saudável, no momento, há uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) recebida este mês e uma unidade básica, além de ter o número correto de funcionários para as ambulâncias básicas (12 motoristas e 12 técnicos em enfermagem)
O SAMU NO VALE DO ITAJAÍ
Atende 39 municípios. São 11 veículos de atendimento básico. Até 1º de outubro, devem começar a trabalhar outras duas ambulâncias, em Gaspar e Witmarsum. Há duas unidades avançadas com UTI, em Rio do Sul e Blumenau.

CONTRAPONTO
O que diz a gerente regional de Saúde, Edite Aparecida Adriano:
Edite explica que as ambulâncias são licitadas pelo Estado, com recursos vindos do Ministério da Saúde. Segundo ela, este ano, um primeiro lote foi licitado e um segundo está sendo providenciado. Edite salienta que Blumenau recebeu uma unidade básica e uma avançada. Quanto à falta de funcionários, a gerente frisa que um processo seletivo foi feito e que os aprovados serão chamados nas próximas semanas. O problema, admite, é que há mais vagas para médicos do que interessados.


Fonte: http://www.santa.com.br
JORNAL DE SANTA CATARINA 27/09/2010

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