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domingo, 28 de agosto de 2011

10 coisas que um ginecologista não deve fazer


10 Coisas que não se deve fazer no Dentista


SAMU x Bombeiros (Diferenças)

A diferença básica refere-se ao atendimento médico propriamente dito. Isto é, cabe ao SAMU enquanto instituição médica, regular, presumir gravidade tanto nas urgências por causas externas como nas clínicas, realizar atendimento ainda em sua fase pré-hospitalar, garantir transporte medicalizado até uma unidade médico-hospitalar mais adequada para cada caso. O Corpo de Bombeiros participa, também, na assistência pré-hospitalar, imobilização e remoção de vítimas, como também assegurando total apoio naquelas situações em que ocorra perigo para a vítima e equipe médica pré-hospitalar como, por exemplo: vítimas presas em ferragens de automóveis, em caso de incêndios, desabamentos e em todas aquelas situações onde se fazem necessário à presença multidisciplinar no atendimento pré-hospitalar.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. A intenção da implantação deste serviço deu-se com vistas a reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/192) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de:

· Ocorrência de quadros infecciosos
· Ocorrência de maus tratos
· Em trabalhos de parto
· Em casos de tentativas de suicídio
· Em crises hipertensivas
· Quando houver acidentes com vítimas
· Choque elétrico
· Acidentes com produtos perigosos
· Transferência de doentes de uma unidade hospitalar para outra

Cabe ao corpo de Bombeiros coordenar e executar as ações de defesa civil, proteção e socorrimento públicos, prevenção e combate a incêndio, perícias de incêndio e explosão em locais de sinistro, busca e salvamento; coordenar a elaboração de normas relativas à segurança das pessoas e dos seus bens contra incêndios e pânico e outras previstas em lei; exercer a supervisão das atividades dos órgãos e das entidades civis que atuam em sua área de competência; aprimorar os recursos humanos, melhorar os recursos materiais e buscar novas técnicas e táticas que propiciem segurança à população.
O Corpo de Bombeiros pode atuar em:

· Salvamentos
· Resgate e proteção da vida
· Solução para o trabalho de vistoria e prevenção a prédios públicos
· Serviços de busca
· Combate a incêndios

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Análise

OPINIÃO DO SANTA

Cinco anos de Samu


Merecem análise profunda, por parte das esferas de governo envolvidas, os problemas enfrentados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) cinco anos após a implantação no Vale. Tanto a falta de médicos quanto a dificuldade em fazer o cidadão compreender os objetivos do serviço podem – e devem – ser combatidas com investimentos, seja em melhores salários e condições de trabalho para os profissionais, seja em campanhas educativas direcionadas à população usuária do atendimento. Também é preciso reconhecer os avanços conquistados nos últimos cinco anos. A melhoria gradativa da relação com a comunidade, antes conflituosa, é o principal deles.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Reportagem Jornal do SANTA 21/02/2011


Samu comemora cinco anos em Blumenau

Cinco anos depois, o serviço de urgência ainda sofre com falta de médicos, desconhecimento da população e trotes

Ele foi apedrejado, mal interpretado, passou por dificuldades, mas atendeu a 220 mil chamados em cinco anos de existência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Vale do Itajaí, com sede em Blumenau, já fez mais de 90 mil remoções de pacientes graves. É um serviço de saúde responsável pela regulação dos atendimentos de urgência, porém boa parte da população ainda desconhece quais são estes serviços.
Para a coordenadora do Samu, Maria Beatriz Silveira Schmitt Silva, o propósito do atendimento já é mais aceito pela comunidade. Isso inclui a não comparação com o atendimento dos Bombeiros. A médica considera que hoje o serviço está consolidado.

O atendimento não se restringe somente às ambulâncias. Antes mesmo do veículo sair, o usuário que faz o chamado é atendido por um médico regulador, da central de atendimento. A falta de conhecimento dos moradores sobre o que era o Samu não foi o único problema enfrentado nestes cinco anos. Diversos episódios envolvendo a falta de ambulâncias foram flagrados. Algumas chegaram a ser apedrejadas por moradores revoltados com a demora no atendimento.

Além disso, a falta de profissionais quase comprometeu o serviço. O quadro de médicos está incompleto. Apenas 19 deles ocupam as 27 vagas disponíveis para a central de Blumenau, explica a coordenadora Maria Beatriz Silveira Schmitt Silva.

- Dois problemas ajudam neste déficit: o primeira é que acredito que muitos profissionais desconhecem o tipo de trabalho e, por isso, não procuram as vagas em aberto. A segunda, é que o tempo de contratação é de apenas dois anos - diz a coordenadora.

De todas as dificuldades, a que parece não ter solução são os trotes para o telefone de emergência 192. Eles vão desde piadas contadas por crianças - a maioria registrados em saídas do horário escolar - até adultos que simulam ocorrências, onde a ambulância é deslocada.

Nem só de problemas vive o Samu. Foi graças ao serviço dele que Senhorinha Ferraz, 58 anos, está viva. Em outubro de 2010, a moradora da Itoupava Central perdeu os sentidos de um dos braços. Ficou preocupada, mas acabou passando uma noite inteira assim.

Na manhã seguinte, Senhorinha resolveu pedir ajuda e ligou direto para o número 192. O atendimento foi imediato:
- Em 15 minutos eles estavam aqui e me levaram para o hospital. Tive uma fibrilação arterial. Se não tivessem me buscado em tempo, poderia ter que amputar um braço ou até morrido.

Samu em cartilha

Um projeto sobre o que é e o que faz o Samu será lançado nesta segunda-feira durante as comemorações dos cinco anos de implantação do serviço na cidade. Uma parceria tornou possível a confecção de 10 mil cartilhas que serão entregues, inicialmente, em escolas. A FJR Comunicação integrada foi quem desenvolveu todo o projeto gráfico das cartilhas, patrocinadas pela Hering.

Assim que foi instalado em Blumenau, panfletos explicando o que era o serviço foram distribuídos pela cidade. Porém, a coordenadora do Samu, Maria Beatriz Silveira Schmitt Silva, lembra que o material era muito técnico e acabou não sendo muito atrativo à população. Com a nova campanha, ela acredita que as pessoas terão uma melhor compreensão do serviço.

Às 14h, o Samu fará uma Simulação de Atendimento Integrado com helicóptero no Parque Ramiro Ruediger.

fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA