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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arcanjo SAMU e Bombeiros. Parceria .



EXPERIÊNCIAS: GUARDIÕES DA VIDA
Reportagem por Rafael Geyger
Foto: Divulgação BOA/CBMSC

Parceria bem sucedida entre Bombeiros e SAMU amplia atendimentos de emergência em Santa Catarina

Com o lema "Guardiões da vida", o BOA (Batalhão de Operações Aéreas) do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), desde o início do ano, atua em parceria com o SAMU, ampliando as chances de salvar vidas em ocorrências diversas. Em 18 de novembro, o serviço completou 500 atendimentos - a maior parte deles em acidentes de trânsito, nos quais o helicóptero Arcanjo 01 chega com agilidade e recursos avançados. Uma das ocorrências mais complexas, no entanto, não foi em rodovia. Em março, na localidade de Vargem do Braço, em Santo Amaro da Imperatriz/SC, um homem caiu em uma cachoeira e foi resgatado sem que a aeronave pudesse pousar. O desembarque da tripulação e o embarque da vítima ocorreram com o helicóptero ainda no ar, em baixa altura. Para o comandante do BOA, tentente-coronel Edupércio Pratss, essa ocorrência foi marcante para valorizar a parceria entre órgãos e para justificá-la como uma possibilidade viável para outros estados do Brasil.

Sem poder pousar, como ocorreu o atendimento?
O grau de dificuldade se deu porque a cachoeira tinha dois degraus e a vítima estava em ambiente de difícil acesso, não havia local para pouso. Tive que fazer um voo de baixa altura e liberar a guarnição: o médico, uma enfermeira e um tripulante. Depois, retornei para pegar mais dois bombeiros que não tinham acesso ao local.



Fonte: Revista Emergência

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Quanto vale o Samu?

O Samu não se resume à aquisição de viaturas -que, por sinal, são dadas pelo governo federal. Seu grande trunfo é o atendimento feito por equipes preparadas, em ambulâncias bem aparelhadas
Notícia publicada na edição de 11/02/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 3 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Antes de jogar a toalha e desistir de implantar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) em suas cidades, os prefeitos da região de Sorocaba devem, pelo menos, orçar e colocar em planilha todos os custos para implantação e manutenção de um serviço congênere municipal, para que possam analisar, comparativamente, o custo-benefício do Samu, do Samu Regional e de uma estrutura própria.

Depois e um começo animador, a ideia do Samu Regional começou a ser abortada na última quarta-feira (9), quando sete dos quinze representantes municipais presentes a encontro em Sorocaba informaram que haviam refeito as contas e concluído pela inviabilidade da manutenção do programa. Não só o Samu Regional, mas o Samu como um todo está sendo rejeitado. Segundo informou o repórter Marcelo Andrade ("Mudança de rumo - Samu regional pode não sair do papel", 10/2, pág. B1), São Roque, Capela do Alto, Salto de Pirapora e Tapiraí já sinalizaram que deverão, até mesmo, devolver ao Ministério da Saúde as viaturas recebidas por meio de doação no final de 2010.

A resistência dos prefeitos é compreensível no contexto de municípios sem muitos recursos orçamentários. Do ponto de vista da responsabilidade fiscal, exclusivamente, é salutar que os prefeitos tenham cuidado com compromissos fixos que exigem um aporte elevado de recursos. Entretanto, é preciso receber com cautela afirmações como a do secretário de Saúde de São Roque, Alexandre Silveira, que acredita ser possível, com o dinheiro da contrapartida anual da prefeitura para o programa (R$ 366 mil), "adquirir três ambulâncias e equipá-las". O Samu não se resume à aquisição de viaturas - que, por sinal, são dadas pelo governo federal. Seu grande trunfo é o atendimento feito por equipes preparadas, em ambulâncias bem aparelhadas (algumas são UTIs móveis), em escalas de trabalho que cobrem todas as horas do dia e da noite, mediante protocolos específicos para cada situação.

Será que, mesmo com o governo federal pagando 50% dos custos de manutenção (segundo os convênios em vigor) e dando as viaturas, ficaria mais barato para um município pequeno manter sozinho um serviço de emergência, com a estrutura necessária para oferecer com abrangência e qualidade o primeiro atendimento a acidentados, queimados, enfartados e vítimas de AVC - entre inúmeros outros casos específicos nos quais o Samu está apto a intervir?

Tais investimentos, definitivamente, não se coadunam com a realidade dos municípios brasileiros, que tradicionalmente encontram dificuldades para manter simples ambulâncias com motorista, nem sempre em esquema permanente. A parceria, aliás, é uma das razões pelas quais o Samu se ramificou em todos os Estados desde 2003, estando presente hoje em 1.372 municípios, segundo dados do Ministério da Saúde.

O Samu é "caro" porque oferece excelência. Obriga à observância de um padrão elevado de atendimento, com profissionais qualificados e veículos dotados de equipamentos suficientes para cumprir com eficácia a missão de salvar vidas. Não se pode confundi-lo com o simples transporte de pacientes, que por vezes sequer exige veículos próprios, e, dependendo do caso, pode ser operado por um motorista sem formação em área de saúde.

Não devem os prefeitos esquecer, por outro lado, que sua função política os habilita plenamente a reivindicar um suporte do governo estadual. São Paulo, segundo informou a Folha em 12/9/2010, é um dos poucos Estados (ao lado de Rondônia e Amazonas) que não participam do Samu, esquivando-se de dividir com as prefeituras metade do custeio, já que os outros 50% são bancados com recursos federais.

Não se pode exigir que os municípios assumam despesas além de suas capacidades financeiras, mas o tema Samu, por sua complexidade e pelo impacto positivo na redução de óbitos, merece ser analisado em profundidade, sem simplificações e precipitação.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Camiseta do SAMU


Não é necessário ser funcionário do SAMU para usar a nova camiseta, quem tem interece em comprar entre em contato com.


Fernanda
Central Integrada de Emergência SAMU - VALE DO ITAJAI

Rua Almirante Tamandaré, 1501 - Vila Nova Blumenau / S.C. 89035-000

Fone: (47) 3336-4980

domingo, 7 de novembro de 2010

CURSO DE FORMAÇÃO BÁSICA INSTITUCIONAL

Visa capacitar os futuros voluntários da Cruz Vermelha Brasileira, sobre a história de criação desta instituição, bem como disseminar os princípios que regem a mesma. Além, é claro, de mostrar como vem funcionando o trabalho da Cruz Vermelha em todo mundo e a importância de ajudar o próximo.
É importante lembrar que o curso é um pré-requisito básico para o voluntário entrar na instituição e que um voluntário bem capacitado, poderá participar dos trabalhos realizados pela Cruz Vermelha, não só no município, mas também a nível nacional e internacional.
Conteúdo:
- Jean Henry Dunant, uma obra de um homem para toda a humanidade;
- História do movimento internacional – Cruz Vermelha e Crescente Vermelho;
- Princípios Fundamentais;- Direito Internacional Humanitário;- Voluntariado;
- Voluntariado na Cruz Vermelha;
- Desastres;
- Voluntários em situações de desastre;
- Encerramento.
Certificação:
Os alunos receberam certificado emitido pela Cruz Vermelha Brasileira
Carga horária:03 horas/aula
Dia 11 de Novembro de 2010 as 19:00
Local: Auditório da Escola Técnica Hermann Hering (CEDUP)
Rua Benjamin Constant, 857 - Escola AgrícolaBlumenau - Santa Catarina, 89037-501
Inscrições e mais informações:
(47) 8476-1676 (Eduardo) / (47) 9603-0534 (Tayla) ou pelo e-mail: heinig@cruzvermelhanavegantes.org.br

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

S.O.S SAMU. Blumenau


Samu precisa de socorro

Serviço que atende no Vale do Itajaí precisa contratar e trocar ambulâncias

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Blumenau inspira cuidados. Mesmo com a vinda, este mês, de uma nova ambulância equipada com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outra para atender ocorrências mais simples, os problemas parecem não ter fim. Duas das três ambulâncias usadas em atendimentos básicos precisam ser trocadas porque estão com quilometragem alta. Outro problema é a falta de profissionais para trabalhar.

A expectativa de vida de uma ambulância é limitada pelo Ministério da Saúde em três anos de uso ou aos 300 mil quilômetros rodados. Conforme a coordenadora do serviço no Vale do Itajaí, Maria Beatriz Schmitt Silva, Blumenau tem uma ambulância desde 2006, quando o serviço foi implantado na região. Outra, desde 2008, após um acidente impossibilitar o uso da antiga. As duas ultrapassaram a quilometragem de troca. A unidade básica recebida este mês veio substituir uma terceira, que em abril foi aposentada porque não havia mais remédio para ela. A única ambulância realmente trocada pelo governo foi a equipada com UTI.

– Tivemos sorte. Ganhamos a nova ambulância na mesma semana em que a antiga foi condenada pelo mecânico. Se não fosse a troca, estaríamos sem UTI – afirma.

Outro problema que afeta a saúde do Samu é a falta de funcionários. Hoje, quem trabalha nas unidades básicas – motoristas-socorristas e técnicos em enfermagem – é contratado pelo município. Quem trabalha na central de regulação ou na unidade com UTI – médicos, enfermeiros e motoristas-socorristas –, entretanto, é contratado temporariamente pelo Estado. A contratação vale para um ano e pode ser renovada por mais um. Depois disso, por exigência de uma lei estadual, o profissional deve ficar por um ano afastado e prestar novo concurso.

Maria Beatriz explica que, pelo fato de o serviço ser temporário, há dificuldades para manter o quadro. Hoje, em Blumenau, dois médicos atuam a cada plantão. Eles ficam na central de regulação. Se a UTI precisa prestar atendimento, fica só um na central para orientar e avaliar os casos que chegam por telefone. O ideal seriam três médicos por plantão para que ao menos dois fiquem na central. Quanto aos motoristas-socorristas, há apenas um.

– Existem casos em que o médico do posto de saúde telefona para pedir uma UTI para encaminhar um paciente ao hospital e dizemos que oferecemos a ambulância, mas que ele tem que acompanhar o doente porque não temos médicos suficiente – conta Maria Beatriz.

A esperança da coordenadora para melhorar a vida útil do Samu é a criação de um Consórcio Estadual de Saúde. Haveria mais facilidade tanto para contratar funcionários quanto para fazer a manutenção das ambulâncias. A criação já foi aprovada pelo Estado. Agora, falta pelo menos duas Câmaras de Vereadores aprovarem a entrada no consórcio.

priscila.sell@santa.com.br

PRISCILA SELL
PRONTUÁRIO MÉDICO
Nome do paciente: Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu)
Idade: quatro anos
Endereço: Rua Almirante Tamandaré, 1.501, Vila Nova, junto ao 10º Batalhão de Polícia Militar de Blumenau
Sinais vitais: pressão alta e pulso irregular
Sintomas: Cansaço (duas das três ambulâncias básicas têm mais tempo de uso do que o recomendado pelo Ministério da Saúde), sobrecarga (são 17 médicos, 10 a menos do que o ideal, e há apenas um motorista-socorrista para a ambulância com UTI, quando o certo seriam quatro) e tempo perdido com os trotes que correspondem a 15% das ligações diárias
Problema pré-existente: desorientação (a equipe de saúde atende, em média, 250 ligações diárias, sendo que 60% delas se resolvem com orientações do médico por telefone)
Diagnóstico: precisa aumentar o quadro de funcionários e receber novas ambulâncias. De saudável, no momento, há uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) recebida este mês e uma unidade básica, além de ter o número correto de funcionários para as ambulâncias básicas (12 motoristas e 12 técnicos em enfermagem)
O SAMU NO VALE DO ITAJAÍ
Atende 39 municípios. São 11 veículos de atendimento básico. Até 1º de outubro, devem começar a trabalhar outras duas ambulâncias, em Gaspar e Witmarsum. Há duas unidades avançadas com UTI, em Rio do Sul e Blumenau.

CONTRAPONTO
O que diz a gerente regional de Saúde, Edite Aparecida Adriano:
Edite explica que as ambulâncias são licitadas pelo Estado, com recursos vindos do Ministério da Saúde. Segundo ela, este ano, um primeiro lote foi licitado e um segundo está sendo providenciado. Edite salienta que Blumenau recebeu uma unidade básica e uma avançada. Quanto à falta de funcionários, a gerente frisa que um processo seletivo foi feito e que os aprovados serão chamados nas próximas semanas. O problema, admite, é que há mais vagas para médicos do que interessados.


Fonte: http://www.santa.com.br
JORNAL DE SANTA CATARINA 27/09/2010