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sábado, 9 de junho de 2012

GRIPE A


quarta-feira, 15 de julho de 2009

AUTOMEDICAÇÃO

Causa da morte de Michael Jackson levanta uma polemica sobre automedicação, há especulações de que a parada cardíaca teria sido causada por uma injeção de remédios para dores severas depois de um ensaio para a sua turnê de despedida em Londres.
A automedicação é uma prática bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. Em alguns países, com sistema de saúde pouco estruturado, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica. Contudo, mesmo na maioria dos países industrializados, vários medicamentos de uso mais simples e comum estão disponíveis em farmácias, drogarias ou supermercados, e podem ser obtidos sem necessidade de receita médica (analgésicos, antitérmicos, etc).

A automedicação traz riscos à saúde que podem muitas vezes ser irreversíveis. Todos os anos cerca de 20 mil pessoas morrem no país vítimas da automedicação. Grande parte dos problemas causados são relacionados à intoxicação e às reações de hipersensibilidade ou alergia. Ao tomar um medicamento por conta própria, e sem o acompanhamento de um médico, o paciente não estará sendo observado no que diz respeito a efeitos colaterais, por exemplo. A maioria dos remédios têm uma composição química que pode trazer sérios danos ao organismo caso não sejam ministrados em uma dosagem correta. Detalhes como horários e quantidades devem ser levados à risca e monitorados, através do acompanhamento do profissional da saúde.
Outro problema relacionado à automedicação é a interação medicamentosa, ou seja, quando medicamentos são utilizados concomitantemente, sendo que eles podem se interagir, um potencializando a ação de outro ou, fazendo com que ocorra a perda de efeitos por ações opostas ou ainda a ação de um medicamento alterando a absorção, transformação no organismo ou a excreção de outro remédio. Até mesmo os medicamentos mais simples não devem ser utilizados de maneira aleatória.

FONTE http://blog.cronicanet.com.br/

DOR

CLIK NAS IMAGENS PARA AMPLIAR



terça-feira, 23 de junho de 2009


Atenção colegas do SAMU Vale do Itajaí

Foram abertas hoje as inscrições para O Curso de Resgate Técnico em Locais de Difícil
Acesso.

Data: 31/07, 01 e 02/08/2009 (sexta, sábado e domingo)

Horários: Das 07h30 às 17h30. Neste período o participante deve evitar se ausentar do local do curso. Para tal, haverá coffee-break pela manhã, almoço e coffee-break à tarde, sem custo.


Vagas: 15 (Limitadas)

Local: Recanto Silvestre Camping Ltda.
Rua Santa Maria, 4269 - Progresso

Investimento: R$ 450,00 parcelado em três vezes. A inscrição precisa ser confirmada até o dia 20/07 com o pagamento inicial de R$ 150,00 e o restante 30/60 dias.

EPI: Bota
Luva de vaqueta
óculos de proteção

Inscrições e contatos: Enfa. Larissa

Cel.: 9984-8681

* A desistência do participante após o pagamento da inscrição
não acarreta na devolução do valor pago



domingo, 14 de junho de 2009

CURSO PHTLS EM BLUMENAU

O QUE É O PHLS?
Pré-hospitalar Trauma Life Support (PHTLS) é um único curso de formação contínua programa criado em reconhecimento da necessidade real da educação no SME para a formação complementar no tratamento de pacientes com trauma. This indispensable program is designed to enhance and increase knowledge and skill in delivering critical care in the prehospital environment. Este programa é projetado indispensável para reforçar e aumentar o conhecimento e habilidade na prestação de cuidados no ambiente pré-hospitalar.

ALGUNS PARTICIPANTES DO SAMU BLUMENAU

ALGUNS DOS INSTRUTORES DO PHTLS
NA HORA DA PROVA ESCRITA



quinta-feira, 30 de abril de 2009

GRIPE SUINA


A gripe suína é uma doença respiratória de porcos, causada por um virus influenza tipo A, que causa
































A gripe suína é uma doença respiratória de porcos, causada por um vírus influenza tipo A, que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado, pela primeira vez, em um porco, em 1930. Saiba o que conhecemos desta doença.

GRIPE SUINA

A gripe suína é uma doença respiratória de porcos, causada por um virus influenza tipo A, que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o virus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado, pela primeira vez, em um porco, em 1930. Como todo vírus de gripe, estes também mudam constantemente. Os porcos podem ser, e ter sido, infectados por vírus de gripe aviária e/ou humana.

COMO OS SERES HUMANOS PEGAM GRIPE SUÍNA?Normalmente, esses vírus não infectam humanos. Entretanto, vez por outra, mutações no vírus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, os contágios acontecem quando há contato direto de humanos com porcos. Mas também já houve casos em que, após a transmissão inicial do porco para o homem, a partir dali o vírus passou a circular de pessoas para pessoas, ocorrendo como uma gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas.

CONSUMIR CARNE DE PORCO PODE CAUSAR GRIPE SUÍNA?
Não Ao cozinhar a carne de porco a 70ºC, o vírus da gripe são completamente destruídos, impedindo assim qualquer tipo de contaminação.

O QUE FAZER PARA EVITAR O CONTÁGIO?
O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) fez algumas recomendações para evitar a doença.
-Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.
-Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.
-Se possivel evite contato sem proteção com pessoas com sinais e sintomas de gripe, e que estiveram em area de risco.
-Lave suas mão sempre, isso ja diminui a transmição da gripe comum, em 30%.

domingo, 26 de abril de 2009

Primeiros Socorros ( coração ) - SAMU ESCOLA

O que acontece ?
O enfarte ou ataque cardíaco, mais precisamente chamado de infarto do miocárdio, é a obstrução de uma artéria, impedindo o fluxo sanguíneo para uma área do coração, lesando-a. Ele pode ser fatal, por isso necessita de ajuda médica imediata.

O que fazer ?
Providencie auxílio médico imediato. Ligue 192
Deixe o paciente em posição confortável, mantendo-o calmo, aquecido e com as roupas afrouxadas.
Se houver parada cárdio-respiratória, aplique a ressucitação cárdio-pulmonar.

Parada cárdio-respiratória

O que acontece ?
Em decorrência da gravidade de um acidente, pode acontecer a parada cárdio-respiratória, levando a vítima a apresentar, além da ausência de respiração e pulsação, inconsciência, pele fria e pálida, lábios e unhas azulados.


O que não fazer ?
Não dê nada à vítima para comer, beber ou cheirar, na intenção de reanimá-la.
Só aplique os procedimentos que se seguem se tiver certeza de que o coração não esta batendo.



Procedimentos preliminares
Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas, mova-o, rolando o corpo todo de uma só vez, colocando-o de costas no chão.
Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três pessoas, para não virar ou dobrar as costas ou pescoço, evitando assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. Verifique então se há alguma coisa no interior da boca que impeça a respiração.

A ressucitação cárdio-pulmonar

Com a pessoa no chão, coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito (chamado osso esterno).



Ao mesmo tempo, uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca, firmando a cabeça da pessoa e fechando as narinas com o indicador e o polegar, mantendo o queixo levantado para esticar o pescoço.



Enquanto o ajudante enche os pulmões, soprando adequadamente para insuflá-los, pressione o peito a intervalos curtos de tempo, até que o coração volte a bater.
Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho, faça apenas compressões toráxicas; se houver alguém ajudando-o, faça dois sopro para cada trinta compressões.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

RCP Atualizada. Parte 02

Compressão torácica mecânica

Uma das principais preocupações do Guidelines 2005 é a qualidade da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), principalmente na sua etapa de compressão torácica. Em diversos estudos, utilizados como bases para sua composição, evidenciaram que a RCP, mesmo quando realizada por profissionais de saúde (PDS), é frequentemente feita de modo inadequado – ventilações excessivas (quando via aérea avançada presente), compressões torácicas com interrupções constantes, além de lentas ou muito superficiais – ocasionando a diminuição do débito cardíaco, queda da pressão de perfusão coronariana e piora evolução.

Dispositivos alternativos estão sendo desenvolvidos e estudados, alguns já estão em pleno uso, por exemplo, o LUCAS, o qual é um compressor mecânico que, acoplado ao tórax do paciente, executa compressões ininterruptas. Este equipamento consiste em um pistão pneumático, com uma ventosa em sua ponta, que comprime o peito do paciente contra uma bandeja, essa é posicionada na parte posterior do paciente. (veja um vídeo aqui).

Em um estudo recente, realizado no hospital universitário de Brugmann, em Bruxelas, envolvendo 150 pacientes que sofreram parada cardiorrespiratória súbita, foi observado que dos 123 pacientes reanimados com o LUCAS, 71 (57,7%) tiveram o retorno da circulação espontânea (RCE), comparado com o grupo controle de 140 pacientes, o qual foi utilizado apenas compressões torácicas manuais. Neste grupo, 31 (22,14%) pacientes tiveram RCE.

O LUCAS não é liberado para uso pelo FDA nos Estados Unidos, entretanto, é permitido em diversos países da Europa. Ainda são necessários muitos estudos para uma utilização ampla de dispositivos alternativos de compressão torácica, além disso, é necessário avaliar os conflitos de interesses nos estudos já existentes.

Os benefícios de um dispositivo de compressão mecânica são diversos: permite que os integrantes da equipe de atendimento se preocupem com outras intervenções; após ajustado, não interrompe nem perde o ritmo das compressões torácicas; permite a realização de RCP durante o transporte do paciente, não colocando em risco a equipe.

Em contrapartida, seu uso é limitado ainda para adultos, há artigos demonstrando uma incidência maior de fratura de esterno do que no método manual e não há pesquisas sobre o uso em pacientes com PCR associado ao trauma.

Nos diversos artigos que consultei não encontrei nenhum que apresentasse resultados concretos de melhora na sobrevida a longo prazo, mas, em quase todos, houve uma melhora hemodinâmica do paciente em curto prazo. Toda tecnologia nova, na medicina, é bem-vinda, desde que seu benefício seja maior que o custo e seus dados se baseiem em evidências.

Este artigo não foi patrocinado por nenhuma empresa e tem apenas motivação científica.


quinta-feira, 16 de abril de 2009

RCP Atualizada. Parte 01


Atualização na área de Ressuscitação Cardiopulmonar.

RCP com apenas compressão torácica para socorristas leigos?

Especialistas em ressuscitação cardiopulmonar estão animados com recentes relatórios que demonstram a melhora da sobrevida em vítimas de morte súbita por parada cardiorrespiratória (PCR). Tais resultados estão relacionados com a ênfase na promoção de fluxo sangüíneo promovido pelo guidelines 2005 e diversos relatórios individuais do sistema médico de emergência (SME). '1,2' Socorristas leigos das comunidades, serviços médicos de emergência e hospitais centrais devem coordenar esforços para continuar a melhora da sobrevida em vítimas de morte súbita por PCR. Pessoas leigas podem desempenhar um papel importante salvando centenas de vidas. Indivíduos leigos são, tipicamente, os primeiros a reconhecerem um evento de PCR, ativar o serviço médico de emergência, providenciar um desfibrilador externo automático (DEA) e executar ressuscitação cardiopulmonar (RCP) até a chegada do suporte avançado.

Entre estas ações, a RCP executada por um socorrista leigo tem o papel principal. Contudo, há boas e más notícias a respeito da RCP por circunstante (pessoa presente no local). A boa notícia é que a RCP por circunstante pode mais que dobrar resultados de sobrevivência, particularmente, em casos que a PCR é testemunhada.'3-4' A má notícia é que a pessoa leiga realiza RCP de imediato para apenas 1 de cada 3 vítimas de PCR.'3-5' Assim, devemos compreender e superar as barreiras que impossibilitam que mais vítimas recebem RCP de circunstante.

Barreiras para aplicação de RCP por leigos.

RCP por circunstante é convencionalmente definida como realização de boca-a-boca e compressões torácicas executadas por alguém que não faz parte de um sistema de resposta organizada. Freqüentemente a única pessoa disponível em um evento de PCR no ambiente fora do hospital é uma pessoa leiga que pouco conhece sobre atendimento de emergência. Diversas barreiras para a realização da RCP por circunstantes foram propostas na base de perspectivas de entrevistas, incluindo:

1. Medo de transmissão de doenças durante a execução da ventilação boca-a-boca'6' e

2. Ajustar-se a complexidade da habilidade que pode ser difícil de ensinar, aprender, recordar e executar.

As entrevistas com circunstantes reais que presenciaram um evento de parada cardiorrespiratória, documentaram que a maioria (69%) dos circunstantes eram membros da família e que não temeram a doença. Ao invés, a reação do pânico, medo de causar um dano ou de não realizar as manobras corretas eram as razões mais comuns para não tentar a ressuscitação cardiopulmonar na PCR.'8,9'

Uma proposta para superar algumas barreiras é simplificar a RCP por circunstantes ensinando ou instruindo socorristas leigos a realizar apenas compressões torácicas para vítimas adultas que subitamente colapsam e não respondem. Essas vítimas, geralmente, não estão previamente hipoxêmicas ao seu colapso e não demandam de grandes quantidades de oxigênio durante os primeiros minutos da parada cardiorrespiratória. Os autores que sugerem apenas compressões torácicas criticam a ventilação boca-a-boca:

1. Aumenta a complexidade da instrução da RCP.

2. Acarreta no risco de insuflação gástrica e subseqüentemente broncoaspiração de conteúdo gástrico.'10'

3. Requer interrupção das compressões torácicas, prejudicando a perfusão coronariana e uma, possível, reanimação bem sucedida.'11,12'

A eliminação da ventilação boca-a-boca não pode afetar a oxigenação durante os primeiros minutos da RCP para vítimas adultas de PCR. O oxigênio está limitado a mioglobina e hemoglobina e está presente nos pulmões, constituindo uma reserva que pode durar vários minutos, além de ser parcialmente renovado mediante a movimentação do ar produzida pelas compressões torácicas e, se a via aérea estiver patente, durante a respiração agônica (gasps). Os autores que sugerem a RCP com apenas as compressões torácicas argumentam que mais circunstantes agirão se não tiverem que executar a ventilação boca-a-boca,'9' resultando em um aumento nas RCPs por pessoas leigas.

A RCP com apenas compressões torácicas não é indicada quando a PCR é secundária a um problema respiratório (por exemplo, afogamento, overdose por drogas, eletrocussão e crise asmática), quando a administração de oxigênio é prioritária. Além disso, PCRs por causas respiratórias são mais comuns em crianças, por isso RCP com apenas compressões torácicas não são indicadas nessa idade, a não ser que um colapso súbito ocorra.

Alguns dados clínicos sustentam a RCP com apenas compressões torácicas em adultos. Um estudo com atendentes realizado por Hallstrom e colaboradores, publicado em 2000'13', não mostrou diferença entre a sobrevivência das vítimas que receberam apenas compressões torácicas (instruídas por um atendente) comparado com as vítimas que receberam RCP convencional. É importante lembrar que neste estudo em Seattle, os socorristas chegaram à cena da vítima colapsada com aproximadamente 4 minutos após a ligação para o SME. Um estudo observacional realizado na Região de Kanto no Japão e publicado em 2007 por Nagao e colaboradores,'14' mostrou que a RCP com apenas compressões torácicas foi tão efetiva quanto a RCP convencional realizada conforme o guidelines 2000 em vítimas de PCR testemunhada. Em posterior análise de um subconjunto de vítimas com ritmos chocáveis e pequenos períodos (menos que 4 minutos) de PCR sem tratamento, a sobrevivência entre as vítimas que receberam RCP com apenas compressões torácicas foi maior do que a das vítimas que receberam RCP convencional. Entretanto, um estudo prospectivo aleatorizado comparando diretamente a RCP com apenas compressões torácicas e a convencional é preciso.



(Por Raúl J. Gazmuri, MD, PhD, FCCM)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Biomecânica do trauma na avaliação ao politraumatizado

Especialistas em trauma costumam argumentar que o atendimento pré-hospitalar ao politraumatizado inicia-se no momento em que os socorristas recebem o chamado. Sem dúvida, há uma grande vantagem em dirigir-se ao local do evento sabendo previamente das suas características principais.

Por exemplo, uma equipe de resgate que é acionada para uma colisão frontal de veículo automotor em que os ocupantes estavam sem cinto de segurança, sabe quais as principais lesões que podem ser encontradas.A avaliação da vítima traumatizada não consiste apenas nos achados do exame físico, mas também na suspeita de lesões que não são visíveis ao exame.



O socorrista deve utilizar o conhecimento da cinemática do trauma para avaliar ou suspeitar do tipo e gravidade da lesão.A identificação do tipo de energia, intensidade e tempo em que foi transferida são informações que podem auxiliar na avaliação do politraumatizado. Além disso, o socorrista deve correlacionar os mecanismos de lesão com as áreas anatômicas afetadas, melhorando e aumentando ainda mais o número de informações obtidas.


O uso da biomecânica na avaliação da vítima pode diminuir o tempo para identificação de algumas lesões graves, principalmente no abdome e quadril, e contribuir para o aumento de sobrevivência do traumatizado.

terça-feira, 7 de abril de 2009

10 mandamentos do socorrista

1. Manter a calma.

2. Ter em mente a seguinte prioridade de segurança quando estiver prestando socorro:
- Primeiro eu (socorrista)
- Depois minha equipe (incluindo os transeuntes e curiosos no local)
- E por último a vítima

3. Solicitar o socorro especializado: ligar 192 (SAMU) ou outros recursos adicionais necessários.

4. Verificar a segurança da cena, analisando os riscos para si próprio e a equipe, antes de se aproximar do local onde se encontra(m) a(s) vítima(s).

5. Fazer uso do bom senso.

6. Manter postura de liderança e espírito do trabalho em equipe, solicitando ajuda e afastando os curiosos.

7. Distribuir tarefas simples aos transeuntes, para ajudar no controle da cena e não atrapalharem o atendimento, colaborando assim com o trabalho do socorrista.

8. Evitar manobras intempestivas (realizadas de forma imprudente e com pressa) mantendo a razão à frente da emoção.

9. Dar preferência de socorro às vítimas que correm maior risco de morte.

10. Ser SOCORRISTA e não herói. (Lembre-se do 2º mandamento)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Trauma no Brasil.

O Trauma, no Brasil, é a principal causa de óbito nas primeiras quatro décadas de vida, além disso, ocupamos o trágico 1º lugar (do mundo) em números de mortos por arma de fogo (SIM/MS, 2004). Esse panorama imprime um sério desafio para o país em termos sociais e econômicos.Faz-se necessário saber que o trauma é um grande problema de saúde pública, acarretando um forte impacto na sociedade brasileira, principalmente em sua morbidade e mortalidade. É imprescindível discutir, analisar e propor soluções de imediato!A doença trauma em nosso país passou a receber alguma atenção cerca de 20 anos atrás, entretanto, nossas propostas e soluções foram baseadas em realidades estrangeiras (EUA e França), não satisfazendo as exigências sociais demográficas, geográficas e econômicas que o Brasil apresenta.



Complementando o quadro de total desinteresse brasileiro pelo trauma nossas estatísticas são escassas e falhas, impedindo uma análise real da carnificina brasileira.Não obstante, o trauma não é tratado como doença por grande parte dos profissionais de saúde, sendo reduzido (seu tratamento) apenas ao atendimento no ambiente pré-hospitalar e hospitalar. O completo desconhecimento de outras etapas da assistência ao traumatizado, como, prevenção, reabilitação, re-inserção social e acompanhamento psicológico, demonstram que o sistema de atenção ao trauma é fragmentado, ineficiente e sem qualquer planejamento.Faz-se necessário, mais uma vez, saber que trauma não é acidente! Trauma é uma doença, que tem epidemiologia, fisiopatologia, morbidade e mortalidade conhecidas. Seu tratamento é complexo e requer desse modo uma assistência muito distinta.



O Brasil precisa, mediante iniciativas do Estado, da sociedade médica e civil, atingir maturidade no que tange o tema trauma. Temos que nos aprofundar no estudo dessa horrorosa doença e buscar soluções concretas e possíveis. É indispensável à incorporação pela sociedade brasileira de uma cultura permanente e civilizatória de educação e prevenção do trauma.


(Por Paulo Pepulim)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Atendimento Pré-hospitalar no Brasil. Parte 3

Corpo de Bombeiros Militar
Criado em 1856 por Dom Pedro II, o Corpo de Bombeiros dispõe de diversos grupamentos, entre eles, o GSE (Grupamento de Socorro e Emergência) que é responsável pelo atendimento pré-hospitalar (APH). Desenvolvido a partir de 1981, foi o pioneiro no resgate de vítimas feridas e atualmente funciona sob um modelo fora das normas do anexo da Portaria nº 2048/GM, desprovido de regulação médica, integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e formação, dos profissionais tripulantes de ambulâncias, por meio dos Núcleos de Educação em Urgências (NEUs). Por outro lado, é o órgão público responsável pela maioria dos atendimentos às vítimas de trauma.A estrutura do GSE, no que tange o atendimento pré-hospitalar, é formada por unidades básicas, tripuladas por condutores e técnicos em emergências médicas (TEM), e por unidades avançadas, tripuladas por condutores, médicos (militares ou não) e TEMs. Algumas unidades dos Corpos de Bombeiros possuem motocicletas, conduzidas por bombeiros socorristas e equipadas com materiais de suporte básico de vida. Aeronaves de asa rotativa são utilizadas no atendimento às vítimas graves.O Corpo de Bombeiros possui uma central telefônica, 193, a qual direciona as ocorrências para o quartel mais próximo do evento. Contudo, não há regulação médica integrada a outros serviços e as vítimas são quase sempre removidas para os hospitais de referência. Além disso, os bombeiros não atendem no domicílio. As emergências nestes locais somente receberam atenção após 2003, com a implantação do serviço de atendimento móvel de urgência.



Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)

O SAMU é o principal resultado da Política Nacional de Atenção às Urgências. Ele reflete a opção, do Ministério da Saúde (MS), pelo modelo franco-alemão de atendimento pré-hospitalar, tendo como principais características a regulação médica e integração total com o SUS, assim como, monitorização e regulação total das vagas disponíveis em todos os hospitais credenciados pelo MS, sejam públicos ou particulares. Segundo o MS, atualmente, o SAMU atende 926 municípios, conta com 114 serviços e cobre 92.7 milhões de brasileiros.A estrutura do SAMU, no que se refere às ambulâncias, é composta de seis tipos: A; B; C; D; E; F, respectivamente, transporte, suporte básico, resgate, suporte avançado, aeronave de transporte médico e embarcação de transporte médico. As unidades de suporte básico são tripuladas por um condutor e um técnico de enfermagem, nas unidades avançadas a tripulação é composta por condutor, médico e um enfermeiro.A rede nacional SAMU 192 é a regulação médica das urgências e emergências pré-hospitalares. Isso confere um atendimento médico direto e indireto a todas as chamadas, permitindo uma resposta mais bem adaptada, assegurando a disponibilidade de hospitalização, além de organizar o transporte e preparar a admissão do paciente no hospital.



Bombeiros x SAMU

A integração entre o SAMU e Bombeiros não é expressiva. Os pioneiros não abrem mão do seu sistema de atendimento e sua hierarquia, enquanto o SAMU, regulamentado de acordo com todas as portarias vigentes, se propaga como modelo nacional. “Mais que um choque de competências, é um embate de diálogo e treinamento.” (Mir/2004). O prazo cedido pela Portaria nº 814/GM de 2001 foi de três anos para que todos os serviços de APH se adequassem as suas normas, entretanto, a padronização nacional ainda não é uma realidade.Na maioria das cidades os dois serviços não são integrados e sequer possuem comunicação entre si, isso implica, muitas vezes, no acionamento dos dois órgãos para a mesma ocorrência, aumentando o gasto público, atrito entre os profissionais e, principalmente, deslocando desnecessariamente uma ambulância. Vale ressaltar que em algumas cidades, como por exemplo, Araras/SP e Rio de Janeiro/RJ, o Bombeiro e o SAMU são integrados, no Rio de Janeiro, especialmente, o Corpo de Bombeiros é quem coordena o SAMU, despachando algumas vezes viaturas do 192 para ocorrências acionadas pelo 193, inclusive. Isso ocorre porque algumas ambulâncias ficam alocadas em quartéis dos bombeiros.O conflito entre as duas entidades esta longe de ser simples. O diálogo deve ser intensificado e direcionado para um ponto comum: Melhor resposta e atendimento. No ponto de vista da maioria dos especialistas, mais importante do que discutir a padronização dos sistemas é criarem uma regulação médica única e articulada. Talvez esse seja o primeiro passo para melhorar o sistema.



(Por Paulo Pepulim)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Atendimento Pré-hospitalar no Brasil. Parte 2



Da legislação à prática
Após duas arrastadas décadas de evolução legislativa na área de urgência e emergência, principalmente, em sua fase pré-hospitalar, o Brasil tem uma legislação ampla, contudo, longe de ser completa. Adicionando-se a isso, não há uma padronização de todos os serviços de atendimento pré-hospitalar (APH) brasileiros, poucos se adequaram às normas da Portaria n.º 2048/GM. Segundo Mir/2004, “Atualmente, as estruturas dos serviços de atendimento pré-hospitalar do Brasil são diferenciadas, com várias identificações, atuações, atividades, competências, dificultando a implantação de um método nacional”.

Sistema desarticulado
A desarticulação acontece, primeiramente, na porta de entrada das emergências, ou seja, nas centrais telefônicas, estas recebem ligações da população solicitando assistência. No Brasil temos diversas organizações responsáveis pelo atendimento de emergência, as principais e públicas, são: Corpo de Bombeiros; SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência); Defesa Civil e Polícia Militar. Com os números: 193, 192, 199 e 190, respectivamente. Apenas em poucos lugares há a comunicação direta entres os serviços. Em Araras/SP, por exemplo, há certa integração entre o Corpo de Bombeiros e o SAMU, os dois são coordenados por uma central telefônica, a qual distribui as ocorrências, porém outras instituições não participam.

O vasto território brasileiro clama por uma central única, como o 911 dos EUA ou o 000 da Austrália, os quais o circunstante liga e informa sua emergência, ao receber a chamada, o atendente (com treinamento específico) avalia a natureza do evento e despacha a ocorrência para os órgãos mais próximos e competentes para o atendimento (Paramédicos, Bombeiros ou Polícia). Além disso, em caso de emergência médica, o atendente instrui o solicitante a realizar os primeiros socorros, aumentando a possibilidade de sobrevida da vítima. A centralização das chamadas de emergência em apenas um número, permitiria, no Brasil, à integração entre os setores e, conseqüentemente, uma melhor e mais rápida resposta às emergências. Vale ressaltar que a memorização de um único número seria mais fácil para toda a população.

Nossa decoaptação entre os setores vai além. A falta de um canal de comunicação entre as unidades de APH e o hospital, provoca um grave retardo no atendimento da vítima no centro de tratamento definitivo. Por exemplo, se uma unidade de suporte avançado atende um paciente com traumatismo penetrante cardíaco, mas não tem como se comunicar com o hospital de referência, ao chegar à sala de emergência, a equipe cirúrgica não estará imediatamente pronta para a intervenção. O sistema de comunicação, de preferência direta (via rádio), entre APH e pronto socorro (PS) é imprescindível para um melhor prognóstico das vítimas de trauma.

Outra divergência é a falta de inter-relacionamento das equipes do PS com a do APH. O elo entre os dois segmentos do atendimento é o médico regulador, o qual deve, ao início de cada plantão, entrar em contato com os coordenadores dos hospitais de referência para inquirir a capacidade de atendimento de cada centro (esta é umas das funções obrigatórias do médico regulador). Tal medida evitaria grande parte do atrito entre as equipes.



Perspectivas
O Brasil tem um longo caminho pela frente. As dificuldades são diversas, não há uma intersetorialidade concreta entre os responsáveis pelo atendimento de emergência. Não obstante, há esforços sendo feitos. Muitos serviços, por conta própria, criam seus canais de comunicação e articulação com os demais setores, assim como, muitos tripulantes das unidades de resgate se comunicam via telefone (muitas vezes particular) com o hospital de destino.

A articulação entre os setores tem sido o foco de muitas discussões, demos um grande salto com a regulamentação do APH, mas no que tange a formação acadêmica dos profissionais envolvidos com a emergência evoluímos pouco. Acredito que o Brasil tenha um futuro promissor no APH, só que para isso é necessário um diálogo extenso entre as secretarias de saúde e os serviços de APH existentes no país.

Continua...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Atendimento Pré-hospitalar no Brasil. Parte 1


O atendimento médico no Brasil Colônia e no Brasil Império era escasso. Em 1789, no Rio de Janeiro, havia somente quatro médicos em atuação (Salles, 1971), o atendimento pré-hospitalar (APH) era inexistente. Em 1808, foi fundada a Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, quando então se iniciou o transporte e atendimento de vítimas feridas. Desde já, o modelo pré-hospitalar adotado era estrangeiro, realizado por carruagens.

Com a proclamação da república, o atendimento foi integrado ao Estado e passou a ser coordenado ao longo do tempo por diversos serviços públicos: Serviço de Atendimento Médico Domiciliar de Urgência (SAMDU); Instituto Nacional de Previdência Social (INPS); Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS) e, atualmente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante as Secretarias de Saúde em cooperação com o Corpo de Bombeiros.

Em 1981, em Brasília, o Corpo de Bombeiros criou um serviço experimental de resgate de vítimas feridas, mas ainda desprovido de um modelo concreto. Cinco anos mais tarde, após um intercâmbio de Bombeiros brasileiros nos EUA (Companheiros das Américas) foi proposta uma reestruturação do sistema, com a criação de um serviço com ambulâncias equipadas e recursos humanos com treinamento específico. Em 1990, começa a funcionar, na grande São Paulo o Projeto Resgate em 14 municípios com 38 unidades de salvamento. Contudo, o Brasil ainda não dispunha de um modelo autêntico de atendimento e legislação específica sobre APH.

Apenas no ano de 1998, o Conselho Federal de Medicina qualifica o atendimento pré-hospitalar como serviço médico, tanto na coordenação quanto na supervisão (Resolução CFM nº. 1.529/98). No ano seguinte o Ministério da Saúde aprova a normatização do atendimento pré-hospitalar com a Portaria nº 824, a qual é revogada pela nº 814 de 2001, mais abrangente. Ainda no mesmo ano o Ministério da Saúde cria a Política Nacional de Redução de Morbimortalidade por Acidentes e Violência, com o intuito de reduzir a hecatombe brasileira.

Em 2002, o Ministério da Saúde aprova a regulamentação técnica dos sistemas estaduais de urgência e emergência (PRT nº 2048/GM), um grande avanço do governo brasileiro, mas ainda carente de um modelo nacional, próprio! Nesta portaria fica claro a opção pelo modelo Franco-alemão de atendimento pré-hospitalar, paradoxalmente, o treinamento preconizado é baseado no modelo Anglo-americano. Em 2003, é instituído a Política Nacional de Atenção às Urgências (PRT nº 1863/GM) em todas as unidades federadas. Finalmente o Brasil tem uma legislação completa na área de urgência e emergência. Duas décadas após o pioneirismo em Brasília.

terça-feira, 31 de março de 2009

Atendimento Pré-hospitalar no Mundo.



Os primeiros passos para a organização moderna do serviço de emergência médica foram dados pelo cirurgião chefe do exército de Napoleão Bonaparte, Dominique Larrey, em 1792. Seu objetivo principal era evitar complicações (principalmente gangrena) nas vítimas de ferimento de guerra, mediante o tratamento precoce (imobilização ou amputação), o qual ocorria nos campos de batalha e, freqüentemente, sob fogo inimigo. Após pouco mais de dois séculos, o atendimento pré-hospitalar propõe objetivos e princípios semelhantes ao de Larrey: Iniciar o atendimento precocemente, sem agravar as lesões, oferecendo suporte básico e avançado ao paciente.

Modelos
Existem dois modelos predominantes de serviço de emergência médica no globo: O Anglo-americano e o Franco-alemão. O segundo iniciado nos anos 60 e legalizado em 1986, baseia-se na ampliação do raio de ação do hospital, levando à vítima quase todo tratamento disponível em um hospital. O que permite tal abrangência e especificidade é a utilização da tele-coordenação médica (regulação), a qual possibilita a triagem dos atendimentos e reserva de vagas nos hospitais de referência para vítimas graves. Além disso, o regulador médico tem controle sobre recursos públicos e privados para o atendimento de pacientes.

O modelo Anglo-americano surge nos EUA em 1966, mediante iniciativas da National Highway Traffic Safety Administration e do Departament of Health and Human Services. Dois anos depois foi criado um telefone único para emergência, o famoso 911. O modelo baseia-se em um principio chamado load and go, que preconiza estabilização e transporte rápido dá vítima para o hospital qualificado mais próximo, onde será realizado o tratamento definitivo. Os provedores de saúde neste sistema são os paramédicos, que recebem formação técnica, e atuam sem supervisão médica.

A disputa
Os dois modelos são adotados em diversos países, sendo o sistema Anglo-americano o que possui uma lista maior. Entretanto, não existe nenhum estudo comparativo entre os dois. O modelo anglo-americano tem um custo financeiro maior, mas é facilmente implantado. No sistema franco-alemão o atendimento pré-hospitalar ao paciente é mais amplo e completo, com forte carga de atendimento social. Em contrapartida, sua implementação é complexa e depende da integração de diversas esferas governamentais. Um ponto de tangência entre os dois modelos é que nenhum pretende oferecer o tratamento definitivo ao paciente.

O sistema ideal
Antes de tentar definir qual o melhor modelo de atendimento pré-hospitalar, devemos estabelecer as características locais, através da observação e análise de dados estatísticos e indicadores sociais. O sistema de emergência médica deve visar, acima de tudo, um atendimento de qualidade e eqüidade, proporcionando o bem-estar do paciente