quarta-feira, 15 de julho de 2009
AUTOMEDICAÇÃO

Outro problema relacionado à automedicação é a interação medicamentosa, ou seja, quando medicamentos são utilizados concomitantemente, sendo que eles podem se interagir, um potencializando a ação de outro ou, fazendo com que ocorra a perda de efeitos por ações opostas ou ainda a ação de um medicamento alterando a absorção, transformação no organismo ou a excreção de outro remédio. Até mesmo os medicamentos mais simples não devem ser utilizados de maneira aleatória.
FONTE http://blog.cronicanet.com.br/
terça-feira, 23 de junho de 2009
Atenção colegas do SAMU Vale do Itajaí
Foram abertas hoje as inscrições para O Curso de Resgate Técnico em Locais de Difícil Acesso.
Data: 31/07, 01 e 02/08/2009 (sexta, sábado e domingo)
Horários: Das 07h30 às 17h30. Neste período o participante deve evitar se ausentar do local do curso. Para tal, haverá coffee-break pela manhã, almoço e coffee-break à tarde, sem custo.
Vagas: 15 (Limitadas)
Local: Recanto Silvestre Camping Ltda.
Rua Santa Maria, 4269 - Progresso
Investimento: R$ 450,00 parcelado em três vezes. A inscrição precisa ser confirmada até o dia 20/07 com o pagamento inicial de R$ 150,00 e o restante 30/60 dias.
EPI: Bota
Luva de vaqueta
óculos de proteção
Inscrições e contatos: Enfa. Larissa

Cel.: 9984-8681
* A desistência do participante após o pagamento da inscrição não acarreta na devolução do valor pago

domingo, 14 de junho de 2009
CURSO PHTLS EM BLUMENAU
quinta-feira, 30 de abril de 2009
GRIPE SUINA
A gripe suína é uma doença respiratória de porcos, causada por um virus influenza tipo A, que causa
A gripe suína é uma doença respiratória de porcos, causada por um vírus influenza tipo A, que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado, pela primeira vez, em um porco, em 1930. Saiba o que conhecemos desta doença.
GRIPE SUINA
A gripe suína é uma doença respiratória de porcos, causada por um virus influenza tipo A, que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o virus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado, pela primeira vez, em um porco, em 1930. Como todo vírus de gripe, estes também mudam constantemente. Os porcos podem ser, e ter sido, infectados por vírus de gripe aviária e/ou humana.domingo, 26 de abril de 2009
Primeiros Socorros ( coração ) - SAMU ESCOLA
Deixe o paciente em posição confortável, mantendo-o calmo, aquecido e com as roupas afrouxadas.
Se houver parada cárdio-respiratória, aplique a ressucitação cárdio-pulmonar.
Parada cárdio-respiratória
O que acontece ?

Não dê nada à vítima para comer, beber ou cheirar, na intenção de reanimá-la.

Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três pessoas, para não virar ou dobrar as costas ou pescoço, evitando assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. Verifique então se há alguma coisa no interior da boca que impeça a respiração.




Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho, faça apenas compressões toráxicas; se houver alguém ajudando-o, faça dois sopro para cada trinta compressões.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
RCP Atualizada. Parte 02
Uma das principais preocupações do Guidelines 2005 é a qualidade da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), principalmente na sua etapa de compressão torácica. Em diversos estudos, utilizados como bases para sua composição, evidenciaram que a RCP, mesmo quando realizada por profissionais de saúde (PDS), é frequentemente feita de modo inadequado – ventilações excessivas (quando via aérea avançada presente), compressões torácicas com interrupções constantes, além de lentas ou muito superficiais – ocasionando a diminuição do débito cardíaco, queda da pressão de perfusão coronariana e piora evolução.
Dispositivos alternativos estão sendo desenvolvidos e estudados, alguns já estão em pleno uso, por exemplo, o LUCAS, o qual é um compressor mecânico que, acoplado ao tórax do paciente, executa compressões ininterruptas. Este equipamento consiste em um pistão pneumático, com uma ventosa em sua ponta, que comprime o peito do paciente contra uma bandeja, essa é posicionada na parte posterior do paciente. (veja um vídeo aqui).
Em um estudo recente, realizado no hospital universitário de Brugmann, em Bruxelas, envolvendo 150 pacientes que sofreram parada cardiorrespiratória súbita, foi observado que dos 123 pacientes reanimados com o LUCAS, 71 (57,7%) tiveram o retorno da circulação espontânea (RCE), comparado com o grupo controle de 140 pacientes, o qual foi utilizado apenas compressões torácicas manuais. Neste grupo, 31 (22,14%) pacientes tiveram RCE.
O LUCAS não é liberado para uso pelo FDA nos Estados Unidos, entretanto, é permitido em diversos países da Europa. Ainda são necessários muitos estudos para uma utilização ampla de dispositivos alternativos de compressão torácica, além disso, é necessário avaliar os conflitos de interesses nos estudos já existentes.
Os benefícios de um dispositivo de compressão mecânica são diversos: permite que os integrantes da equipe de atendimento se preocupem com outras intervenções; após ajustado, não interrompe nem perde o ritmo das compressões torácicas; permite a realização de RCP durante o transporte do paciente, não colocando em risco a equipe.
Em contrapartida, seu uso é limitado ainda para adultos, há artigos demonstrando uma incidência maior de fratura de esterno do que no método manual e não há pesquisas sobre o uso em pacientes com PCR associado ao trauma.
Nos diversos artigos que consultei não encontrei nenhum que apresentasse resultados concretos de melhora na sobrevida a longo prazo, mas, em quase todos, houve uma melhora hemodinâmica do paciente em curto prazo. Toda tecnologia nova, na medicina, é bem-vinda, desde que seu benefício seja maior que o custo e seus dados se baseiem em evidências.
Este artigo não foi patrocinado por nenhuma empresa e tem apenas motivação científica.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
RCP Atualizada. Parte 01

Atualização na área de Ressuscitação Cardiopulmonar.
RCP com apenas compressão torácica para socorristas leigos?
Especialistas em ressuscitação cardiopulmonar estão animados com recentes relatórios que demonstram a melhora da sobrevida em vítimas de morte súbita por parada cardiorrespiratória (PCR). Tais resultados estão relacionados com a ênfase na promoção de fluxo sangüíneo promovido pelo guidelines 2005 e diversos relatórios individuais do sistema médico de emergência (SME). '1,2' Socorristas leigos das comunidades, serviços médicos de emergência e hospitais centrais devem coordenar esforços para continuar a melhora da sobrevida em vítimas de morte súbita por PCR. Pessoas leigas podem desempenhar um papel importante salvando centenas de vidas. Indivíduos leigos são, tipicamente, os primeiros a reconhecerem um evento de PCR, ativar o serviço médico de emergência, providenciar um desfibrilador externo automático (DEA) e executar ressuscitação cardiopulmonar (RCP) até a chegada do suporte avançado.
Entre estas ações, a RCP executada por um socorrista leigo tem o papel principal. Contudo, há boas e más notícias a respeito da RCP por circunstante (pessoa presente no local). A boa notícia é que a RCP por circunstante pode mais que dobrar resultados de sobrevivência, particularmente, em casos que a PCR é testemunhada.'3-4' A má notícia é que a pessoa leiga realiza RCP de imediato para apenas 1 de cada 3 vítimas de PCR.'3-5' Assim, devemos compreender e superar as barreiras que impossibilitam que mais vítimas recebem RCP de circunstante.
Barreiras para aplicação de RCP por leigos.
RCP por circunstante é convencionalmente definida como realização de boca-a-boca e compressões torácicas executadas por alguém que não faz parte de um sistema de resposta organizada. Freqüentemente a única pessoa disponível em um evento de PCR no ambiente fora do hospital é uma pessoa leiga que pouco conhece sobre atendimento de emergência. Diversas barreiras para a realização da RCP por circunstantes foram propostas na base de perspectivas de entrevistas, incluindo:
1. Medo de transmissão de doenças durante a execução da ventilação boca-a-boca'6' e
2. Ajustar-se a complexidade da habilidade que pode ser difícil de ensinar, aprender, recordar e executar.
As entrevistas com circunstantes reais que presenciaram um evento de parada cardiorrespiratória, documentaram que a maioria (69%) dos circunstantes eram membros da família e que não temeram a doença. Ao invés, a reação do pânico, medo de causar um dano ou de não realizar as manobras corretas eram as razões mais comuns para não tentar a ressuscitação cardiopulmonar na PCR.'8,9'
Uma proposta para superar algumas barreiras é simplificar a RCP por circunstantes ensinando ou instruindo socorristas leigos a realizar apenas compressões torácicas para vítimas adultas que subitamente colapsam e não respondem. Essas vítimas, geralmente, não estão previamente hipoxêmicas ao seu colapso e não demandam de grandes quantidades de oxigênio durante os primeiros minutos da parada cardiorrespiratória. Os autores que sugerem apenas compressões torácicas criticam a ventilação boca-a-boca:
1. Aumenta a complexidade da instrução da RCP.
2. Acarreta no risco de insuflação gástrica e subseqüentemente broncoaspiração de conteúdo gástrico.'10'
3. Requer interrupção das compressões torácicas, prejudicando a perfusão coronariana e uma, possível, reanimação bem sucedida.'11,12'
A eliminação da ventilação boca-a-boca não pode afetar a oxigenação durante os primeiros minutos da RCP para vítimas adultas de PCR. O oxigênio está limitado a mioglobina e hemoglobina e está presente nos pulmões, constituindo uma reserva que pode durar vários minutos, além de ser parcialmente renovado mediante a movimentação do ar produzida pelas compressões torácicas e, se a via aérea estiver patente, durante a respiração agônica (gasps). Os autores que sugerem a RCP com apenas as compressões torácicas argumentam que mais circunstantes agirão se não tiverem que executar a ventilação boca-a-boca,'9' resultando em um aumento nas RCPs por pessoas leigas.
A RCP com apenas compressões torácicas não é indicada quando a PCR é secundária a um problema respiratório (por exemplo, afogamento, overdose por drogas, eletrocussão e crise asmática), quando a administração de oxigênio é prioritária. Além disso, PCRs por causas respiratórias são mais comuns em crianças, por isso RCP com apenas compressões torácicas não são indicadas nessa idade, a não ser que um colapso súbito ocorra.
Alguns dados clínicos sustentam a RCP com apenas compressões torácicas em adultos. Um estudo com atendentes realizado por Hallstrom e colaboradores, publicado em 2000'13', não mostrou diferença entre a sobrevivência das vítimas que receberam apenas compressões torácicas (instruídas por um atendente) comparado com as vítimas que receberam RCP convencional. É importante lembrar que neste estudo em Seattle, os socorristas chegaram à cena da vítima colapsada com aproximadamente 4 minutos após a ligação para o SME. Um estudo observacional realizado na Região de Kanto no Japão e publicado em 2007 por Nagao e colaboradores,'14' mostrou que a RCP com apenas compressões torácicas foi tão efetiva quanto a RCP convencional realizada conforme o guidelines 2000 em vítimas de PCR testemunhada. Em posterior análise de um subconjunto de vítimas com ritmos chocáveis e pequenos períodos (menos que 4 minutos) de PCR sem tratamento, a sobrevivência entre as vítimas que receberam RCP com apenas compressões torácicas foi maior do que a das vítimas que receberam RCP convencional. Entretanto, um estudo prospectivo aleatorizado comparando diretamente a RCP com apenas compressões torácicas e a convencional é preciso.
(Por Raúl J. Gazmuri, MD, PhD, FCCM)
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Biomecânica do trauma na avaliação ao politraumatizado
terça-feira, 7 de abril de 2009
10 mandamentos do socorrista
1. Manter a calma.
2. Ter em mente a seguinte prioridade de segurança quando estiver prestando socorro:
- Primeiro eu (socorrista)
- Depois minha equipe (incluindo os transeuntes e curiosos no local)
- E por último a vítima
3. Solicitar o socorro especializado: ligar 192 (SAMU) ou outros recursos adicionais necessários.
4. Verificar a segurança da cena, analisando os riscos para si próprio e a equipe, antes de se aproximar do local onde se encontra(m) a(s) vítima(s).
5. Fazer uso do bom senso.
6. Manter postura de liderança e espírito do trabalho em equipe, solicitando ajuda e afastando os curiosos.
7. Distribuir tarefas simples aos transeuntes, para ajudar no controle da cena e não atrapalharem o atendimento, colaborando assim com o trabalho do socorrista.
8. Evitar manobras intempestivas (realizadas de forma imprudente e com pressa) mantendo a razão à frente da emoção.
9. Dar preferência de socorro às vítimas que correm maior risco de morte.
10. Ser SOCORRISTA e não herói. (Lembre-se do 2º mandamento)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O Trauma no Brasil.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Atendimento Pré-hospitalar no Brasil. Parte 3
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
Bombeiros x SAMU
(Por Paulo Pepulim)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Atendimento Pré-hospitalar no Brasil. Parte 2

Da legislação à prática
Após duas arrastadas décadas de evolução legislativa na área de urgência e emergência, principalmente, em sua fase pré-hospitalar, o Brasil tem uma legislação ampla, contudo, longe de ser completa. Adicionando-se a isso, não há uma padronização de todos os serviços de atendimento pré-hospitalar (APH) brasileiros, poucos se adequaram às normas da Portaria n.º 2048/GM. Segundo Mir/2004, “Atualmente, as estruturas dos serviços de atendimento pré-hospitalar do Brasil são diferenciadas, com várias identificações, atuações, atividades, competências, dificultando a implantação de um método nacional”.
Sistema desarticulado
A desarticulação acontece, primeiramente, na porta de entrada das emergências, ou seja, nas centrais telefônicas, estas recebem ligações da população solicitando assistência. No Brasil temos diversas organizações responsáveis pelo atendimento de emergência, as principais e públicas, são: Corpo de Bombeiros; SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência); Defesa Civil e Polícia Militar. Com os números: 193, 192, 199 e 190, respectivamente. Apenas em poucos lugares há a comunicação direta entres os serviços. Em Araras/SP, por exemplo, há certa integração entre o Corpo de Bombeiros e o SAMU, os dois são coordenados por uma central telefônica, a qual distribui as ocorrências, porém outras instituições não participam.
O vasto território brasileiro clama por uma central única, como o 911 dos EUA ou o 000 da Austrália, os quais o circunstante liga e informa sua emergência, ao receber a chamada, o atendente (com treinamento específico) avalia a natureza do evento e despacha a ocorrência para os órgãos mais próximos e competentes para o atendimento (Paramédicos, Bombeiros ou Polícia). Além disso, em caso de emergência médica, o atendente instrui o solicitante a realizar os primeiros socorros, aumentando a possibilidade de sobrevida da vítima. A centralização das chamadas de emergência em apenas um número, permitiria, no Brasil, à integração entre os setores e, conseqüentemente, uma melhor e mais rápida resposta às emergências. Vale ressaltar que a memorização de um único número seria mais fácil para toda a população.
Nossa decoaptação entre os setores vai além. A falta de um canal de comunicação entre as unidades de APH e o hospital, provoca um grave retardo no atendimento da vítima no centro de tratamento definitivo. Por exemplo, se uma unidade de suporte avançado atende um paciente com traumatismo penetrante cardíaco, mas não tem como se comunicar com o hospital de referência, ao chegar à sala de emergência, a equipe cirúrgica não estará imediatamente pronta para a intervenção. O sistema de comunicação, de preferência direta (via rádio), entre APH e pronto socorro (PS) é imprescindível para um melhor prognóstico das vítimas de trauma.
Outra divergência é a falta de inter-relacionamento das equipes do PS com a do APH. O elo entre os dois segmentos do atendimento é o médico regulador, o qual deve, ao início de cada plantão, entrar em contato com os coordenadores dos hospitais de referência para inquirir a capacidade de atendimento de cada centro (esta é umas das funções obrigatórias do médico regulador). Tal medida evitaria grande parte do atrito entre as equipes.

Perspectivas
O Brasil tem um longo caminho pela frente. As dificuldades são diversas, não há uma intersetorialidade concreta entre os responsáveis pelo atendimento de emergência. Não obstante, há esforços sendo feitos. Muitos serviços, por conta própria, criam seus canais de comunicação e articulação com os demais setores, assim como, muitos tripulantes das unidades de resgate se comunicam via telefone (muitas vezes particular) com o hospital de destino.
A articulação entre os setores tem sido o foco de muitas discussões, demos um grande salto com a regulamentação do APH, mas no que tange a formação acadêmica dos profissionais envolvidos com a emergência evoluímos pouco. Acredito que o Brasil tenha um futuro promissor no APH, só que para isso é necessário um diálogo extenso entre as secretarias de saúde e os serviços de APH existentes no país.
Continua...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Atendimento Pré-hospitalar no Brasil. Parte 1

O atendimento médico no Brasil Colônia e no Brasil Império era escasso. Em 1789, no Rio de Janeiro, havia somente quatro médicos em atuação (Salles, 1971), o atendimento pré-hospitalar (APH) era inexistente. Em 1808, foi fundada a Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, quando então se iniciou o transporte e atendimento de vítimas feridas. Desde já, o modelo pré-hospitalar adotado era estrangeiro, realizado por carruagens.
Com a proclamação da república, o atendimento foi integrado ao Estado e passou a ser coordenado ao longo do tempo por diversos serviços públicos: Serviço de Atendimento Médico Domiciliar de Urgência (SAMDU); Instituto Nacional de Previdência Social (INPS); Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS) e, atualmente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante as Secretarias de Saúde em cooperação com o Corpo de Bombeiros.
Em 1981, em Brasília, o Corpo de Bombeiros criou um serviço experimental de resgate de vítimas feridas, mas ainda desprovido de um modelo concreto. Cinco anos mais tarde, após um intercâmbio de Bombeiros brasileiros nos EUA (Companheiros das Américas) foi proposta uma reestruturação do sistema, com a criação de um serviço com ambulâncias equipadas e recursos humanos com treinamento específico. Em 1990, começa a funcionar, na grande São Paulo o Projeto Resgate em 14 municípios com 38 unidades de salvamento. Contudo, o Brasil ainda não dispunha de um modelo autêntico de atendimento e legislação específica sobre APH.
Apenas no ano de 1998, o Conselho Federal de Medicina qualifica o atendimento pré-hospitalar como serviço médico, tanto na coordenação quanto na supervisão (Resolução CFM nº. 1.529/98). No ano seguinte o Ministério da Saúde aprova a normatização do atendimento pré-hospitalar com a Portaria nº 824, a qual é revogada pela nº 814 de 2001, mais abrangente. Ainda no mesmo ano o Ministério da Saúde cria a Política Nacional de Redução de Morbimortalidade por Acidentes e Violência, com o intuito de reduzir a hecatombe brasileira.
Em 2002, o Ministério da Saúde aprova a regulamentação técnica dos sistemas estaduais de urgência e emergência (PRT nº 2048/GM), um grande avanço do governo brasileiro, mas ainda carente de um modelo nacional, próprio! Nesta portaria fica claro a opção pelo modelo Franco-alemão de atendimento pré-hospitalar, paradoxalmente, o treinamento preconizado é baseado no modelo Anglo-americano. Em 2003, é instituído a Política Nacional de Atenção às Urgências (PRT nº 1863/GM) em todas as unidades federadas. Finalmente o Brasil tem uma legislação completa na área de urgência e emergência. Duas décadas após o pioneirismo em Brasília.
terça-feira, 31 de março de 2009
Atendimento Pré-hospitalar no Mundo.


Os primeiros passos para a organização moderna do serviço de emergência médica foram dados pelo cirurgião chefe do exército de Napoleão Bonaparte, Dominique Larrey, em 1792. Seu objetivo principal era evitar complicações (principalmente gangrena) nas vítimas de ferimento de guerra, mediante o tratamento precoce (imobilização ou amputação), o qual ocorria nos campos de batalha e, freqüentemente, sob fogo inimigo. Após pouco mais de dois séculos, o atendimento pré-hospitalar propõe objetivos e princípios semelhantes ao de Larrey: Iniciar o atendimento precocemente, sem agravar as lesões, oferecendo suporte básico e avançado ao paciente.
Modelos
Existem dois modelos predominantes de serviço de emergência médica no globo: O Anglo-americano e o Franco-alemão. O segundo iniciado nos anos 60 e legalizado em 1986, baseia-se na ampliação do raio de ação do hospital, levando à vítima quase todo tratamento disponível em um hospital. O que permite tal abrangência e especificidade é a utilização da tele-coordenação médica (regulação), a qual possibilita a triagem dos atendimentos e reserva de vagas nos hospitais de referência para vítimas graves. Além disso, o regulador médico tem controle sobre recursos públicos e privados para o atendimento de pacientes.
O modelo Anglo-americano surge nos EUA em 1966, mediante iniciativas da National Highway Traffic Safety Administration e do Departament of Health and Human Services. Dois anos depois foi criado um telefone único para emergência, o famoso 911. O modelo baseia-se em um principio chamado load and go, que preconiza estabilização e transporte rápido dá vítima para o hospital qualificado mais próximo, onde será realizado o tratamento definitivo. Os provedores de saúde neste sistema são os paramédicos, que recebem formação técnica, e atuam sem supervisão médica.
A disputa
Os dois modelos são adotados em diversos países, sendo o sistema Anglo-americano o que possui uma lista maior. Entretanto, não existe nenhum estudo comparativo entre os dois. O modelo anglo-americano tem um custo financeiro maior, mas é facilmente implantado. No sistema franco-alemão o atendimento pré-hospitalar ao paciente é mais amplo e completo, com forte carga de atendimento social. Em contrapartida, sua implementação é complexa e depende da integração de diversas esferas governamentais. Um ponto de tangência entre os dois modelos é que nenhum pretende oferecer o tratamento definitivo ao paciente.
O sistema ideal
Antes de tentar definir qual o melhor modelo de atendimento pré-hospitalar, devemos estabelecer as características locais, através da observação e análise de dados estatísticos e indicadores sociais. O sistema de emergência médica deve visar, acima de tudo, um atendimento de qualidade e eqüidade, proporcionando o bem-estar do paciente









